Resumo Busca.Legal

Foi consolidado o parcelamento de débitos inscritos na Dívida Ativa, de natureza tributária ou não, os quais poderão ser parcelados em prestações mensais e sucessivas, em conformidade com a respectiva legislação de cada tributo estadual. Tratou, ainda, do requerimento e competência para o deferimento do pedido.
Foram revogadas as disposições em contrário, especialmente as constantes nos Decreto nº 28.662/2007, Decreto nº 33.291/2019 e Decreto nº 33.565/2020, e convalidados os parcelamentos realizados até 01.04.2022.


*** *** ***DECRETO Nº34.619, de 31 de março de 2022.CONSOLIDA O PARCELAMENTO DE DÉBITOS INSCRITOS EM DÍVIDA ATIVA DO ESTADO DO CEARÁ.O GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ, no uso das atribuições que lhe confere o art. 88, incisos IV e VI, da Constituição Estadual, e deacordo com o disposto nos arts. 25, § 4º, e 171 da Lei Complementar nº 58, de 31 de março de 2006, e, ainda, de acordo com o art. 2, da Lei 16.381/2017e CONSIDERANDO a necessidade de aprimoramento e consolidação das normas sobre parcelamento da dívida ativa do Estado do Ceará, DECRETA:Art. 1º Os débitos inscritos na Dívida Ativa do Estado do Ceará, de natureza tributária ou não, ajuizados ou não, poderão ser parcelados em prestaçõesmensais e sucessivas, em conformidade com a respectiva legislação de cada tributo estadual, desde que requerido expressamente pelo interessado enas formas prevista neste decreto.Art. 2º O requerimento do parcelamento de créditos tributários ou não tributários devidos ao Estado do Ceará importa em confissão irretratável dodébito, bem como renúncia a qualquer meio de impugnação ou recurso judicial ou administrativo relacionado ao respectivo débito.Art. 3º O parcelamento deverá ser pleiteado à autoridade competente, através de requerimento próprio apresentado à Procuradoria Geral do Estado,contendo:I - a identificação completa do interessado, quer seja pessoa física ou jurídica, esta última mediante representante ou procurador com poderes específicos,inclusive para confessar, legalmente constituídos;II - confissão irretratável do débito, com renúncia prévia ou desistência de impugnação ou recurso judicial;III - discriminação completa do débito;IV - apresentação do Auto ou do Termo de Penhora, em se tratando de débito ajuizado;V - outros documentos, eventualmente solicitados pela autoridade concedente;VI - assinatura do interessado, seu representante legal ou procurador, sendo indispensável, neste caso, a anexação do instrumento de procuração,com os poderes necessários.Parágrafo único. Ao assinar o pedido de parcelamento, o requerente sujeitar-se-á a todos os efeitos legais decorrentes do descumprimento de suascláusulas e condições.Art. 4º São competentes para deferir o parcelamento de débitos inscritos em dívida ativa:I - o orientador da Célula da Dívida Ativa - CEDAT ou das Células de Execução de Administração Tributária - CEXAT’s, em relação a dívidasconsolidadas e atualizadas, iguais ou inferiores a 58.000 Ufirces e cujo número de parcelas não exceda a 30 (trinta);II - o chefe da Procuradoria da Dívida Ativa, em relação a dívidas consolidadas e atualizadas, iguais ou inferiores a 111.364,27 Ufirces ou pedidosde parcelamento cujo número de parcelas seja superior a 30 (trinta) e não exceda a 45 (quarenta e cinco);III - o Procurador - Geral do Estado, ou quem este indicar em portaria, em relação a dívidas consolidadas e atualizadas, superiores a 111.364,27Ufirces, até o limite de 60 (sessenta) parcelas.§ 1º Do indeferimento do pedido formulado nos termos dos incisos I e II caberá recurso voluntário ao Procurador-Geral do Estado, que poderáconceder o pedido mediante parecer fundamentado, obedecidos os limites do Decreto.§ 2º Caso o pedido de parcelamento previsto no inciso II do caput deste artigo venha a abranger débito inscrito em Dívida Ativa que tenha sidoobjeto de parcelamento anteriormente concedido e cancelado em decorrência de mora, a concessão do novo parcelamento condiciona-se a que o requerente,na data da concessão, recolha, a título de primeira parcela, 5% (cinco por cento) do total do débito a ser parcelado.§ 3º Caso o pedido de parcelamento previsto no inciso III do caput deste artigo venha a abranger débito inscrito em Dívida Ativa que tenha sidoobjeto de parcelamento anteriormente concedido e cancelado em decorrência de mora, a concessão do novo parcelamento condiciona-se a que o requerente,na data da concessão, recolha, a título de primeira parcela, 8% (oito por cento) do total do débito a ser parcelado.§ 4º O pedido de parcelamento de débitos inscritos em dívida ativa feitos eletronicamente, através do Portal do Contribuinte, poderá ser deferidoautomaticamente para dívidas consolidadas atualizadas, ajuizadas ou não, iguais ou inferiores a 58.000 (cinquenta e oito mil) UFIRCE, cujo número deprestações não exceda a 45 (quarenta e cinco).§ 5º Será admitido ao contribuinte solicitar e manter até 3 (três) parcelamentos ordinários concomitantemente.§ 6º O valor de cada parcela será obtido mediante a divisão do valor do débito consolidado no dia da concessão do parcelamento pelo número deparcelas, sendo estabelecida a parcela mínima de R$ 200,00 (duzentos reais) para pessoas jurídicas e R$ 100,00 (cem reais) para contribuintes pessoa física,à exceção dos débitos de IPVA e ITCD, cujo valor mínimo da parcela admitida será de R$ 50,00 e de 50 (cinquenta) UFIRCES, respectivamente.§ 7º O débito consolidado compreende o débito atualizado, com encargos e acréscimos legais, vencidos até a data da concessão do parcelamento.§ 8º Cada parcela mensal, por ocasião do pagamento, será acrescida da taxa SELIC, baixada pelo Banco Central do Brasil, ou qualquer outro índiceque venha a substituí-la, para as dívidas tributárias, e do índice aplicável legalmente para as dívidas não-tributárias.§ 9º O parcelamento de débitos inscritos em dívida ativa relacionados ao ITCD somente poderão ser deferidos em até 30 (trinta) parcelas, e os deIPVA em até 24 (vinte e quatro) parcelas.Art. 5º O parcelamento de débitos inscritos em dívida ativa não ajuizados poderá ser deferido sem a necessidade de apresentação de garantia.Art. 6º O parcelamento de débitos inscritos em dívida ativa ajuizados que ultrapassem o valor de 58.000 UFIRCES somente será deferido mediantea apresentação do Auto ou do Termo de Penhora, ou de oferta administrativa de garantia que seja aceita pela Procuradoria-Geral do Estado, nos termos econdições estabelecidos em parecer fundamentado.Art. 7.º O parcelamento requerido por empresa em recuperação judicial ou em processo de falência poderá ser deferido, sem exigência de garantiaindependentemente do valor, a critério do Procurador Geral do Estado, desde que apresentados motivos objetivos por meio de parecer fundamentado.Art. 8º Nenhum parcelamento resultará em dispensa, exoneração, desfazimento ou liberação de penhora ou garantia anteriores.Art. 9º A perda do parcelamento ocorrerá em decorrência de seu inadimplemento por um prazo superior a 60 (sessenta) dias, e para os débitos emfase de cobrança judicial, importará no imediato prosseguimento do processo de execução, independentemente de notificação.Art. 10. As Certidões Negativas e as Certidões Positivas, com efeito de negativa, de débitos tributários inscritos em Dívida Ativa, poderão ser emitidasem conformidade com o disposto nos artigos 205, 206 e 207 da Lei Nª 5.172, de 25 de outubro de 1966, inclusive por meio eletrônico.Art. 11. O Procurador-Geral do Estado, por Instrução Normativa, estabelecerá outras condições e documentos necessários ao exame do pedido deparcelamento.Art. 12. Serão firmados convênios de assistência mútua, entre a Procuradoria-Geral do Estado e a Secretaria da Fazenda, com o intuito de viabilizara operacionalização das disposições constantes deste Decreto.Art. 13. Ficam revogadas todas as disposições incompatíveis com as previstas neste Decreto, especialmente as constantes dos Decreto 28.662, de08 de março de 2007, Decreto 33.291, de 24 de setembro de 2019, e Decreto 33.565, de 30 de abril de 2020, e convalidados os parcelamentos realizados atéa publicação do presente decreto.Art. 14. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.Camilo Sobreira de SantanaGOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ